Os 17 prédios mais famosos de Curitiba por sua arquitetura

Quem visita Curitiba não se encanta apenas pelos números superlativos relacionados ao verde e à biodiversidade dos parques e maciços florestais: sua arquitetura também surpreende. Seja por verdadeiros ícones que marcaram épocas e gerações, seja por construções que, ao surpreender pelo ineditismo geraram polêmicas, a capital ecológica também se destaca pela diversidade feita de tijolo e concreto. 

Abaixo listamos as 17 construções mais famosas e emblemáticas da capital paranaense. Juntas, elas traduzem os diversos momentos da história curitibana, bem como o jeito de viver e pensar das diferentes vanguardas da arquitetura e construção que fizeram a cidade. Leia e conheça.


© Foto: Washington Cesar Takeuchi

Considerado patrimônio cultural nacional, sediou a Prefeitura Municipal de Curitiba.

 

Histórico, o prédio traz detalhes nos estilos neoclássico e art nouveau, cheios de simbolismo. Entre eles, dois Hércules que sustentam a fachada principal – um deles, de aparência jovem, representa o poder executivo, e o outro, de aparência mais velha, traduz o legislativo -, ambos encimados por uma figura feminina, que personifica a cidade.

 

Por ter quatro pavimentos, exigiu a implantação de um elevador, que foi o primeiro de Curitiba.

 

Hoje sedia um espaço cultural, com café, livraria, biblioteca e auditório, além de outros serviços e espaços destinados ao grande público.

 

. Ano: 1914-1916

. Endereço: Praça Generoso Marques / Mercado das Flores


© Foto: Samir Nosteb

Tombado pelo Patrimônio Histórico do Estado do Paraná, foi residência do ex-governador do Paraná, Moysés Lupion.

 

A construção de 1 mil m² de área construída foi idealizada e financiada por Luiz Guimarães, cafeicultor e cônsul honorário da Holanda.

 

Como Guimarães costumava viajar muito para a Europa, na edificação foram utilizados alguns materiais e determinados tipos de mão-de-obra de origem europeia. Alguns exemplos: a pintura interna foi feita por dois artistas europeus e as telhas planas de fibrocimento vieram da Bélgica, enquanto que as louças sanitárias, a tapeçaria e ornamentação interna vieram da França.

 

. Ano: 1928

. Endereço: Av. Do Batel, 1.323 – Batel


3 – Palácio Avenida

© Foto: Washington Cesar Takeuchi

O prédio é conhecido, em todo o país, pelo coral de crianças que celebra o Natal cantando de suas janelas.

 

Mais: foi ali que surgiu o Cine Avenida que, junto com o Cinema da Glória e o Cine Palácio, transformaram a região em eixo cultural, recebendo a alcunha de Cinelândia curitibana.

 

. Ano: 1927-1929

. Endereço: esquina da Avenida Luiz Xavier com a Travessa Oliveira Bello 


4 – Edifício Living Smart

© Foto: André Bolão

Famoso por ter sido construído em cima da canaleta dos biarticulados, passou por reformulação recente.

 

. Ano: 1944

. Endereço: R. Pedro Ivo, 730 – Centro


5 – Edifício Brasilino Moura

© Foto: Prédios de Curitiba

Devido à estética da fachada, recebeu o apelido de “balança, mas não cai”. Isso porque o conjunto de esquadrias de ferro levemente inclinadas, emolduradas por ressaltos volumétricos azulados, dão a sensação de desabamento iminente.

 

Quando foi inaugurado, acabou enfraquecendo o Plano Agache. O projeto, que previa o desenvolvimento urbano de Curitiba – a ideia era alargar a rua para escoamento do tráfego de veículos no futuro, criando uma espécie de Times Square paranaense – não foi possível de viabilizar em função do porte do prédio.

 

. Ano: 1944

. Endereço: R. Cândido Lopes, 205 – Centro



6 – Edifício Marumby

© Foto: Washington Cesar Takeuchi

Com 12 andares, é considerado o primeiro edifício condomínio e primeiro arranha-céu de Curitiba. Assim, tornou-se ícone da verticalização da cidade, processo iniciado nos anos 1940.

 

O nome vem de um conjunto de montanhas, e seu estilo arquitetônico é categorizado como misto de pré-moderno e Art Déco.

 

Em seu hall de entrada, uma foto registra um momento emblemático na história do prédio: era 1952 e um equilibrista caminhava por uma corda esticada entre o Marumby e o Edifício Copacabana. Uma exaltação ao progresso e à cidade que conquistava as alturas.

 

. Ano: 1947

. Endereço: Praça Santos Andrade, cruzamento das ruas XV de Novembro com Conselheiro Laurindo


7 – Edifício Anita

© Foto: Prédios de Curitiba

Nascido de uma homenagem – o jornalista Frederico Faria de Oliveira, que construiu o prédio, batizou-o com o nome da esposa, Anita Cechelero de Oliveira – de início a edificação não chamou a atenção. Porém, com o passar dos anos, novas características forma incorporadas, tornando-o um ponto de referência.

 

Primeiro foi a casinha com ares do campo, construída no terraço, na década de 1990, que foi mal-recebida pelos curitibanos. Depois uma hera, plantada por um dos inquilinos, alastrou-se pela fachada e deu outra cara ao edifício.

 

Mas a edificação, de inspiração no Art Déco, tornou-se referência mesmo em função de sua localização: uma trifurcação de ruas no centro de Curitiba. Ou seja, próximo a escritório, comércios e demais atividades econômicas da cidade, transformando-se em um lugar vibrante e boêmio.

 

– Ano: 1950

– Endereço: Rua Cândido Lopes, 304 – Centro


8 – Edifício Eduardo VII

© Foto: Prédios de Curitiba

Inspirado no Flatiron Building, primeiro arranha-céu de Nova York, o empreendimento foi encomendado pelo empresário libanês Miguel Calluf, que batizou o edifício com o seu nome.

 

De linhas no estilo Art Déco, o prédio nasceu para abrigar o Lord Hotel, notável estabelecimento que sediava grandes bailes de gala, tornando-se ícone do luxo curitibano.

 

Em 1962, com o falecimento de Calluf, a administração do hotel passou a ser feita por um grupo português, que mudou o nome do prédio para Edifício Eduardo VII. Porém, em 2000, depois de virar um local de alta rotatividade, encerrou suas operações.

 

Recentemente, a edificação iniciou um processo de revitalização. Rebatizado pela segunda vez, agora com o nome de Viva Curitiba, o espaço oferecerá aluguel de moradias por temporada, além de diversos serviços ao público externo, como restaurante, café, coworking e um rooftop.

 

. Ano: 1954

. Endereço: Av. Marechal Floriano Peixoto, 16 – Centro


9 – Edifício Moreira Garcez

© Foto: Prédios de Curitiba

De linhas inspiradas no estilo Art Déco, foi considerado o terceiro maior arranha-céu do Brasil, atrás apenas do Martinelli, em São Paulo, e do prédio que abrigava o jornal A Noite, no Rio de Janeiro.

 

Em 1982, já deteriorado, foi adquirido pelo Grupo Hermes Macedo, que o restaurou para sediar sua loja de departamentos, levando o nome de Shopping Garcez.

 

Ao longo de sua história, sediou importantes instituições, como o Consulado da Alemanha e a Federação Paranaense de Futebol, funcionando hoje como uma das sedes da Uninter.

 

. Ano: 1927-1957

. Endereço: esquina da Rua XV de Novembro com Voluntários da Pátria – Centro


10 – Edifício Barão do Rio Branco 

© Foto: Fotografando Curitiba

Exemplo da arquitetura modernista, em que a forma é resultado da função do elemento, seus 20 andares têm esquadrias iguais, industrializadas. Além disso, as fachadas foram projetadas para que todas as unidades recebessem insolação controlada.

 

O conceito inicial era um edifício misto entre residencial e comercial. Assim, as unidades menores eram estúdios, que poderiam ser comprados de forma a se transformar em uma unidade maior.

 

. Ano: 1958

. Endereço: Rua Barão do Rio Branco, 63 – Centro


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© Foto: Washington Cesar Takeuchi

11 – Edifício Araucária

É impossível passar ileso à fachada vibrante e ritmada deste prédio de 17 andares e que leva o nome da árvore-símbolo do Paraná.

 

Mas não é só o apelo estético que torna o prédio tão especial. Movidos pelo desafio de elaborar uma obra rápida, os arquitetos optaram por um sistema construtivo no qual os extremos e o miolo eram construídos in loco, mas usando módulos de esquadrias pré-fabricados.

 

À época, o sistema era visto como inovador, fazendo da edificação um exemplo de modernidade que chegava às construções curitibanas.

 

. Ano: 1969

. Endereço: R. Treze de Maio, 18 – Centro


12 – Edifício Governador 

© Foto: Carolina Werneck Bortolanza

Ousadia que não deu certo, o prédio redondo de Curitiba inicialmente foi um fracasso de vendas, principalmente por dúvidas do tipo “como mobiliar um quarto redondo?”.

 

Porém hoje o prédio de 18 andares é um dos mais apreciados da cidade, não só pela forma, mas por detalhes interessantes. Um exemplo é a sustentação (embasamento) do edifício. Criado pelo artista Israel Pedrosa, é feito de uma composição artística realizada com azulejos de impressões geométricas, o que gera um belo efeito holográfico.

 

. Ano: 1967

. Endereço: R. Presidente Faria, 334 – Centro


13 – Acarpa

© Foto: Washington Cesar Takeuchi

O prédio onde hoje fica o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná / Iapar-Emater ficou famoso pela primeira instituição que o ocupou, a Associação de Crédito e Assistência Rural – Acarpa. Mas sua fama também se deve ao projeto inusitado para a época – que hoje seria integrado ao conceito do que consideramos “moderno” – e pelo fato do prédio nunca ter sido finalizado.

 

A construção foi edificada como um triângulo retângulo sobre o campo, tendo duas fachadas: a inclinada, que dá vista para o bairro, e a reta, para a via rápida. Na fachada angulada é que está a parte inacabada, onde floreiras teriam uma vegetação que faria com que o prédio parecesse estar surgindo (ou mergulhando) do solo. O recurso, que serviria para regular a temperatura interna, sombreando o foyer, é extremamente atual: traz a paisagem para dentro da construção.

 

. Ano: 1977-1979

. Endereço: Rua da Bandeira, 500 – Cabral


14 – Edifício Casario

© Foto: Washington Cesar Takeuchi

Ele foge aos padrões arquitetônicos, com uma estética inusitada que remete a pequenas casas sobrepostas. Isso mesmo, o Casario pode ser considerado como um conjunto de casa sobrepostas umas às outras. O projeto é do arquiteto e urbanista Jaime Lerner, conhecido mundialmente pelo projeto urbanístico de Curitiba realizado no período em que era prefeito.

 

A proposta divide opiniões, tornando o prédio amado e odiado ao mesmo tempo. Porém, a maioria dos moradores integra a turma apaixonada. O motivo? A funcionalidade e a qualidade ambiental da construção, que oferece ventilação cruzada e ampla iluminação natural.

 

. Ano: 1979

. Endereço: Avenida João Gualberto, 2.099 – Juvevê 

 


15 – Edifício Curitiba Trade Center

© Foto: Prédios de Curitiba

Visível de vários pontos da cidade, é impossível não perceber o prédio icônico, arrematado por dois grandes relógios no alto, um de cada lado da edificação.

 

O padrão remete a prédios americanos, próprios de filmes de Hollywood, o que acabou favorecendo o surgimento de um apelido inusitado: “torre do Batman”. 

O projeto é do arquiteto curitibano Eli Loyola.

 

. Ano: 1995

. Endereço: Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 417 – Centro



16 – Edifício Brasil 500

© Foto: Washington Cesar Takeuchi

O prédio foi desenvolvido para homenagear os cinco séculos do país e sua estética é inspirada em elementos que remetem à bandeira do Brasil. As três principais volumetrias do edifício são, propositalmente, com as cores da nossa bandeira, cada uma representando um elemento gráfico da mesma.

Porém, mais do que a temática, outro aspecto chama a atenção de quem passa por ele: a grande torre redonda (azul, como o círculo da bandeira) que, aparentemente, só é sustentada por dois pilares de concreto, que representam “Ordem e Progresso”. 

. Ano: 2003

. Endereço: Rua Desembargador Motta, 1.499 – Batel 


17 – Edifício Suite Vollard 

© Foto: Fotografando Curitiba

Com visão de 360 graus e girando sobre o próprio eixo, o projeto permite ao morador escolher para que lado o seu andar gira, esquerda ou direita. E ainda que a movimentação seja discreta, ela é perceptível até mesmo por quem passa pela rua graças a uma coloração específica dos vidros utilizados nas janelas.

 

O apartamento é composto de uma parte fixa, central, onde ficam localizados os ambientes com estrutura hidráulica – como banheiro e cozinha – e a parte que efetivamente gira. Nela estão localizados quartos, sala, churrasqueira e uma enorme sacada panorâmica, que contorna todo o imóvel.

 

Apesar de ter sido citado em reportagens do New York Times e do The Economist, a proposta arquitetônica de ares futurísticos, criada pelo arquiteto Bruno de Franco, não foi bem recebida pela população curitibana à época. Mas quem acredita que o prédio está vazio por falta de compradores engana-se. Na verdade, a construtora do Suite Vollard passou por problemas financeiros após o imóvel ficar pronto, o que acarretou diversas dívidas, inclusive tributárias, gerando inúmeros processos judiciais. É isso que mantém o edifício que gira desocupado até hoje.

 

. Ano: 1998-2004

. Endereço: rua Elvira Harkot Ramina – Mossunguê

Veja mais:

Reportagem sobre o Suite Vollard adentra o prédio e mostra como ele se movimenta.


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